Parafraseando o sr. Lobão: “é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez”. Mas, uma vez grávida, talvez eu sugerisse uma substituição da palavra “melhor” para “inevitável”. No sétimo mês, continuo na 5ª marcha a mil por hora. Inevitável. A listinha não diminui e o tempo disponível não aumenta. Inevitável. Sendo assim, diariamente tenho a nítida sensação de que acordo com mais coisas para fazer do que quando vou dormir. Inevitável. Outro dia, entre uma buzinada e outra, ouvi minha mami sugerir “deixa tudo pra lá e curte sua gravidez”. O sinal fechou e perguntei “e o que é curtir a gravidez?” Depois de pensar muito (estranho...) ela disse: “é você só se preocupar com você e com seu filho e nada mais.” De cara achei estranho o termo “se preocupar” que pra mim não combina lá muito com o “curtir” e, logo em seguida, veio o inevitável: mil coisas! Mil coisas surgiram em minha mente. Dizem que quando estamos para morrer nossa vida passa como num filme na nossa cabeça, bom, eu não estava morrendo mas esse filme (numa versão “curta” de 6 meses) surgiu na minha frente e, então conclui que tudo que tenho feito é pensando em mim e no meu filho, oras! Se não fosse por nós, aí sim, eu não faria nada mesmo. Mas é claro também, que tenho os meus (nossos) momentos de relax, únicos, diários e saborosamente inexplicáveis. Fazendo mil coisas ou não estar grávida é algo inevitavelmente divino.mil coisas
Parafraseando o sr. Lobão: “é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez”. Mas, uma vez grávida, talvez eu sugerisse uma substituição da palavra “melhor” para “inevitável”. No sétimo mês, continuo na 5ª marcha a mil por hora. Inevitável. A listinha não diminui e o tempo disponível não aumenta. Inevitável. Sendo assim, diariamente tenho a nítida sensação de que acordo com mais coisas para fazer do que quando vou dormir. Inevitável. Outro dia, entre uma buzinada e outra, ouvi minha mami sugerir “deixa tudo pra lá e curte sua gravidez”. O sinal fechou e perguntei “e o que é curtir a gravidez?” Depois de pensar muito (estranho...) ela disse: “é você só se preocupar com você e com seu filho e nada mais.” De cara achei estranho o termo “se preocupar” que pra mim não combina lá muito com o “curtir” e, logo em seguida, veio o inevitável: mil coisas! Mil coisas surgiram em minha mente. Dizem que quando estamos para morrer nossa vida passa como num filme na nossa cabeça, bom, eu não estava morrendo mas esse filme (numa versão “curta” de 6 meses) surgiu na minha frente e, então conclui que tudo que tenho feito é pensando em mim e no meu filho, oras! Se não fosse por nós, aí sim, eu não faria nada mesmo. Mas é claro também, que tenho os meus (nossos) momentos de relax, únicos, diários e saborosamente inexplicáveis. Fazendo mil coisas ou não estar grávida é algo inevitavelmente divino.